terça-feira, 18 de março de 2008

O que é filosofar?

Uma parte do mundo ou de um todo está dentro de nós mesmos. Se não conseguimos nos entender, como poderemos entender o mundo ou o universo inteiro?
Para entendermos o mundo, é necessário mergulhar em nós mesmos. Porém, "é mais fácil vencer uma batalha do que vencer nossos monstros interiores". A medida que crescemos, somos acostumados a aceitar as coisas como estão e nem sequer nos damos conta disso. Caímos no senso comum e nenhum esforço fazemos para sair dele.
Nós achamos que nos conhecemos e que no mundo nada mais é novidade para nós. Somos condicionados pela sociedade, pois ela nos impõe seus conceitos formados, podando nossa capacidade de reflexão, na busca incenssante da nossa liberdade interior. Acabamos por nos acostumar com a realidade. É preciso mexer na moral vigente para que o homem saia do seu comodismo.
Ninguém nos obriga a adquirir o conhecimento, nem a obter os requisitos básicos para se ter uma postura filosófica. Isso deve ser voluntário, partindo de dentro de si, com coragem e resignação. Isso não é fácil, porque temos medo do desconhecido que, na realidade, não o é a quem teve coragem de ultrapassar os limites da sociedade. Então podemos ver que o desconhecido não parece ser tão perigoso, obscuro e incerto quanto antes. Partimos, desse modo, à dúvida, que leva ao questionamento, descobrindo desta forma que estávamos como "águias no galinheiro", incomodadas ante a manipulação a que somos sujeitados pela sociedade.
Eis a grande questão do filosofar: abrir mão de nossos costumes, tradiçãoes, "verdades", de toda essa base cultural adquirida ao longo dos anos, para buscar a essência das coisas por meio da razão e reflexão, não se deixando levar pela aparência. Não devemos confiar no que nossos sentidos dizem. Podemos sim, assumir como objetivo a busca por um conhecimento pautado por meio da razão, que é uma fonte segura de conhecimento.
Se não adquirimos a capacidade de filosofar, é porque vivemos acomodados no "local seguro", ou seja, naquele lugar aceito pela sociedade. Quando criamos coragem para duvidar das verdades impostas através do mito, perdemos também nossa base, que passa a ser novamente estruturada na busca do conhecimento por meio da razão. Ao renunciar os tabus da sociedade, passamos a ser algo fora do comum, sujeitos a causar medo e insegurança às estruturas vigentes na sociedade, pois fazemos parte do mesmo "todo".
Porém, a partir do momento em que alcançamos a verdade por intermédio da não aceitação do que é comum e usando da nossa faculdade de reflexão é que conseguimos acalmar a nossa revolução interior, obtendo assim, uma nova postura diante da realidade.

2 comentários:

bulhoes disse...

tuegnoBom filosofar?
Ser ou não ser?" Eis a questão.
O que quero dizer que pondo Hamlet a parte,a dorei seu Blog.
Olha, os mais melhores perfumes, estão nos mais singelos frascos, e te garanto que esse frasco(seu blog) está repleto da pura fragrancia primaveril em bosques floridos.

Paula Perin disse...

Muito Obrigada pelo comentário, já faz um tempo que eu não posto pq estou escrevendo para o infoescola.com, na verdade esse texto foi um trabalho de filosofia que fiz na faculdade, como não tinha nada para postar quando fiz o blog, encontrei esse texto nas minhas coisas e publiquei...
Gostei da expressão "repleto da pura fragância primaveril em bosques floridos". Tenho certeza que cabe num poema!
Abraços,
Paula Perin