terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aplicação do Plano de Aula - 6º Ano A


Bom dia!!!


O Plano de Aula abaixo mencionado foi aplicado numa turma de 52 alunos da Rede Pública de Juazeiro do Norte, precisamente na EEF. Demóstenes Ratts Barbosa. O propósito era usar o notebook para mostrar o vídeo da música, mas o vídeo não abriu de jeito nenhum. Como para o professor sempre há um jeito... o jeito foi copiar na lousa a música...

O interessante é que, quando comecei a copiar, alguns alunos passaram a cantar... Fiquei feliz porque eles conheciam a música, então a aula tornou-se divertida. Fizemos um jogral, competindo os meninos contra as meninas, e eles capricharam no sotaque nordestino. Foi uma maravilha!

Depois disto, fomos procurar no texto marcas da nossa cultura regional, conversamos sobre alguns ritmos de música mencionados na canção. Depois de muito conversar, criei a seguinte proposta: Contei a eles que eu daria um forró na minha casa, no Bairro Novo Juazeiro, às dez da noite do próximo sábado, o ingresso seria apenas 1 lata de leite ninho. Ia ser danado de bom, porque teria as Bandas Calcinha Preta, Brasas do Forró, e o melhor casal dançarino ganharia um notebook. Eu contraria um ônibus para pegá-los na escola e, quando terminasse o forró, o ônibus iria deixá-los em casa. Para isso, eles teriam de escrever um bilhete à mãe, pedindo permissão para ir até a festa, pois é claro que ela não iria permitir. Então eu disse: "Vocês precisam convencê-las de que precisam ir!"

Bom, a "bagaceira" foi total! Rss...

Ficaram tão animados que acharam que era verdade... Difícil depois foi dizer que era só uma simulação... É que eles não se deram conta do uso verbal... "Imaginem a seguinte situação..."

O certo é que eles fizeram. E como são argumentativos...

Na atividade de casa pedi que eles preparassem o cartaz para anunciar o forró. Fizeram na folha de caderno mesmo, mas capricharam.

Postarei mais tarde alguns dos bilhetes... Ficaram engraçados!

Até o próximo encontro...


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Releitura da música "Baião", de Luiz Gonzaga

EU VOU MOSTRAR PRA VOCÊS
COMO SE FAZ UM BAIÃO
DUAS MEDIDAS DE ARROZ
PRA UMA SÓ DE FEIJÃO
BAIÃO É UM RANGO BOM
DA GENTE DO MEU SERTÃO
É UMA DELÍCIA O BAIÃO

DEPOIS DE LAVÁ O FEIJÃO
É SÓ BOTAR NO FOGÃO
DEIXE ELE LÁ COZINHANDO
FERVENDO NO CALDEIRÃO
E QUANDO JÁ TIVER BOM
BOTE MAIS ÁGUA E O ARROZ
É UMA DELÍCIA O BAIÃO

BOTE UM POUCO DE SAL
MEXA PRA NÃO EMPELOTAR
BAIXE O FOGO PRA O ARROZ
DÁ TEMPO DE COZINHAR
ANTES DA ÁGUA SECAR
VÁ PREPARAR OS TEMPEROS
PRA NO BAIÃO COLOCAR

PRA TEMPERAR O BAIÃO
VOCÊ VAI TER QUE USAR
ALHO, CEBOLA E CUENTO
E PIMENTÁ DE CHEIRÁ
E QUE QUISER ENFEITAR
BOTE TAMBÉM UM QUEIJIM
NINGUÉM NUM VAI RECLAMAR

SE ESSE POVO SOUBESSE
COMO É QUE FAZ UM BAIÃO
NÓS NUM SOFRIA DESGOSTO
NEM INDA CONSTIPAÇÃO
SÓ QUE APRENDI A LIÇÃO
E AFIRMO COM DICÇÃO
QUE NÃO EXISTE BAIÃO
MELHOR QUE O DO GONZAGÃO.

Por Paula Perin

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

EM BREVE...

Aguardem...
Em breve estarei publicando uma releitura da música "Baião"...
Ficou muito engraçada...

PLANO DE AULA - Música "Baião", de Luiz Gonzaga


Sobre essa atividade, a questão era a seguinte:
Como planejar uma aula utilizando essa música?

C R I E + A T I V I D A D E = C R I A T I V I D A D E !!!

Não foi difícil, pensamos logo em desenvolver nessa aula estratégias de Leitura e demonstrar a importância dos tempos verbais na apresentação das idéias, valorizando a cultura e a língua falada na região.

PLANO DE AULA

· Produzir atividades de preparação para a escrita.
· Valorizar a cultura local e regional.
· Reconhecer a lógica apresentada no texto e a importância dos tempos verbais como recurso argumentativo.

ESTRATÉGIAS

Assistir o vídeo da Banda Conhaque com Tequila (Baixar do Youtube)
Leitura coletiva em forma de jogral
Skimming - identificar a temática do texto.
Scanning - localizar no texto marcas da cultura de nossa região.
Reconhecer os tempos verbais e associá-los à temática apresentada.
Dramatizar a canção em forma de narrativa oral em prosa.

AVALIAÇÃO
Produzir um bilhete convencendo à mãe a deixar ir a um forró na Chácara da professora de Português.

RECURSOS UTILIZADOS

Notebook, Data Show, Vídeo da Música “Baião”, texto xerocado, quadro, giz ou pincel.

ATIVIDADE EXTRA

Elaborar um cartaz convidando as pessoas a participarem desse forró.

Letra da Música "BAIÃO"

Eu vou mostrar pra vocês

Como se dança o baião

E quem quiser aprender

É favor presta atenção

Morena chegue pra cá,

Bem junto ao meu coração

Agora é só me seguir

Pois eu vou dançar o baião


Eu já dancei, balancei,

Chamego, samba em Xerém

Mas o baião tem um quê,

Que as outras danças não têm

Quem quiser só dizer,

Pois eu com satisfação

Vou dançar cantando o baião

Eu já cantei no Pará

Toquei sanfona em Belém

Cantei lá no Ceará

E sei o que me convém

Por isso quero afirmar

Com toda convicção

Que sou doido pelo baião.

Vídeo e Letra: Love Story Japan - Music From K.I.S.S

video

((Entre PaRêNtEsEs))

No encontro do dia 01/09, que foi uma correria por sinal, levei meu notebook para o curso, afim de adiantar algum trabalho de digitar (o plano de aula com "Baião", depois explico). Após o almoço (a bóia num tava nada boa... branca demais, argh!), mostrei a minhas amigas este clipe maravilhoso, belíssimo, que minha maninha me enviou a muito tempo. Por isso estou postando ele aqui, para vocês assistirem e se emocionarem. Também estou colocando a letra da música, para quem quiser aí arriscar um coreano...rss Não é muito difícil não!


Because I'm a Girl (Juhn Hwah Bahd Uh)
Kiss (Korea)


Dodeche ar suga obso namjadurui maum

Wonhar ten onjego da juni ije tonande

Ironjog choumirago nonun thugbyorhadanun

Gu marur midosso negen hengbogiosso


Marur haji guresso nega shirhojyoda go

Nunchiga obnun nan nur bochegiman hesso

Norur yoghamyonsodo manhi guriurgoya

Sarangi jonbuin nanun yojainika

Modungor swibge da jumyon gumbang shirhjungnenunge

Namjara durosso thollin mar gathjin anha

Dashinun sogji anhuri maum mogo bojiman

Todashi sarange munojinunge yoja ya

Marur haji guresso nega shirhojyodago

Nunchiga obnun nan nur boche giman hesso

Norur yoghamyonsodo manhi guriurgoya

Sarangi jonbuin nanun yojainika

[narration] onur urin heojyosso budi hengbogharago

Noboda johun sarammannagir barandago

Nodo darun namjarang togathe nar saranghanda go marhanten onjego

Sorjighi na nega jar doenungo shirho

Naboda yepun yoja manna hengboghage jar sarmyon otohge

Guroda nar jongmar ijoborimyon otohge

Nan irohge himdunde himduro juggenunde

Ajigdo nor nomu saranghanunde

Sarangur wihesoramyon modun da har su inun

Yojaui chaghan bonnungur iyong hajinun marajwo

Hanyojaro theona sarangbadgo sanunge

Irohge himdurgo oryourjur mollasso

Norur yoghamyonsodo manhi guriurgoya

Sarangi jonbuin nanun yojainika

Norur yoghamyonsodo manhi guriurgoya

Sarangi jonbuin nanun yojainika

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Voltando aos estudos


Caro Leitor,


A partir de hoje, esse blog estará tratando das experiências, relatos e reflexões referentes ao Gestar II, Programa destinado aos Professores de Língua Portuguesa da Rede Pública do Município de Juazeiro do Norte. Como não participei do primeiro encontro, não vou postar nada referente a esse dia, só do segundo encontro em diante.


Primeiro dia, uma pedra no meio do caminho: o cordel. Não sou uma leitora ávida desta literatura, embora eu compreenda seu rico valor cultural enquanto meio de expressão da literatura popular. Imagine então produzir um cordel? Eu achei que seria impossível, mas na minha equipe tinha grandes cabeças... depois dividimos as tarefas, e eu arrisquei duas estrofes... sete versos heptassílabos e olha, para quem nem sonhava com cordel... me senti mesmo uma baita duma poetisa... rss


Um colega da equipe ficou de digitar. O tema título é: No trombone, o professor. Já dá para saber qual assunto vamos abordar, não é mesmo?


Vou postá-lo na íntegra após o segundo encontro... Aguardem!

Um abraço e um sorriso, como diz Nenna...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Intercâmbio Cultural Brasil x EUA - 2008

Sexta-feira, dia 11 de Junho de 2008 estive no Intercâmbio cultural entre brasileiros e norte-americanos, que aconteceu no Seminário Batista do Cariri - SBC. É interessante como nossa opinião sobre quem são os americanos muda quando fazemos amizade com eles. O Grupo que esteve conosco era formados por 10 pessoas, adolescentes e adultos. Pessoas adoráveis, extremamente companheiras e dóceis.

Dentre as atividades que realizamos, as mais interessantes foram “A Caça ao tesouro” e a do “Resgate na selva”. Na Caça ao tesouro pude vivenciar e relembrar minhas as experiências de infância, pois tínhamos que procurar, naquele Campus enorme que é o Seminário, borboletas, sapos, ninho de passarinho, insetos, folhas de palmeira e bananeira, rochas, flores... Enfim, uma atividade lúdica voltada para a prática da língua inglesa.

No “Resgate na selva”, o objetivo era todos os sobreviventes de um acidente de avião atravessar um rio cheio de jacarés e piranhas, utilizando uma corda que estava no meio do rio. Deveríamos descobrir uma forma de pegar a corda (cipó imaginário) e atravessar cada participante do grupo até a outra margem do rio, sem tocar na água. Caso isso acontecesse, deveríamos recomeçar a prova. Todas as atividades realizadas eram voltadas para a prática da língua e o trabalho em equipe. Enquanto nós praticávamos a língua e descobria fatos da vida e da cultura daquela gente, eles também tinham a curiosidade de saber coisas sobre a nossa cultura e nossa língua. Foi uma experiência de aprendizado e troca de saberes.

Perguntei ao organizador do evento, o Pastor Andrew como ele conseguia que trazer esses grupos para cá. Ele, americano que mora na Região desde os dezessete anos, afirmou que ele faz um relatório para as Igrejas mantenedoras do Seminário de como foi a experiência do grupo aqui no Brasil. Esse relatório é passado para outras Igrejas que se motivam em vir realizar o mesmo trabalho na temporada de férias do próximo ano. Para eles, os americanos, é uma oportunidade de envolver seus jovens e mostrar que existe muita coisa além do “pequeno mundo” onde eles vivem. Para o organizador, é uma oportunidade de despertar o interesse de alguém do grupo para o trabalho missionário, como o dele. Para o American English Course, é o momento de oferecer aos seus alunos, ex-alunos e estudantes e professores em geral, a prática de todo o conhecimento internalizado sobre a língua.

Sempre há aquele maldoso que, ao invés de mostrar o que temos de melhor, têm o prazer de mostrar o que, pelo menos eu, teria vergonha de ensinar. Como por exemplo, esse tipo de lixo musical a que se "créu", mas que, graças à idoneidade de alguns, o participante foi vedado a ensinar. Tem também aquele que tem o prazer de ensinar as palavras de forma errada, só para ficar zombando da forma como o americano vai pronunciar. Que mau gosto!

Acredito que devemos e compreender e aceitar com maturidade que sempre há diferenças entre os sons que compõem uma língua. Assim como é difícil para nós pronunciarmos palavras que possuem o som "th", é difícil para o americano pronunciar os sons "lh ou nh". Isso deve ser encarado de forma natural e respeitosa.

Experiências como a deste dia deveriam sempre fazer parte do universo das Escolas de Ensino de Língua que, ao preocupar-se com só o ensino de regras gramaticais inseridas num contexto irreal de comunicação, acaba deixando de lado uma tarefa mais importante: a vivência real da língua em sua situação concreta de uso.